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Consumir menos, criar mais: uma reflexão sobre seu guarda-roupas


por Rayssa Leite, colunista MODA & ESTILO

por Rayssa Leite, colunista MODA & ESTILO
por Rayssa Leite, colunista MODA & ESTILO

Você se recorda do look que usou há uma semana? Confesso que eu não! A não ser que você use uniforme, rsrs, neste caso provavelmente a resposta será positiva.


Por muitas vezes, julgamos os outros ou até a nós mesmos por repetir roupas e looks, seja em eventos ou no dia a dia, sem perceber que, na verdade, raramente lembramos do que vestimos e, ainda assim, pensamos apenas em comprar mais e mais, sem olhar para dentro do nosso guarda-roupas e, de fato, usar a criatividade para compor um look diferente do que já tenhamos usado anteriormente.


Esse hábito consumista é cada vez mais comum, principalmente no público feminino. Um reflexo das enxurradas de mensagens de publicidade que são enviadas constantemente pelas marcas fast-fashion, como Renner, Zara, Riachuelo, C&A, dentre outras.


Tenho certeza de que, na semana passada, por exemplo, você deve ter recebido no mínimo um post publicitário de alguma dessas marcas no seu Instagram. Mas sabe o que ninguém divulga frequentemente por trás de tudo isso, nas redes sociais? O crescimento da poluição e o impacto ambiental por este consumo excessivo.


Segundo estudos realizados pela Stand.earth, publicados pelo jornal Exame, a indústria da moda é responsável por 10% das emissões anuais de dióxido de carbono (CO₂). Pode parecer pouco, mas, se tudo continuar assim, até 2050 a indústria da moda usará até ¼ do orçamento mundial de carbono.


Mas o que é o fast-fashion, afinal? Em uma linguagem simples, é um mercado da indústria da moda que produz e vende vestuários que estão em alta com uma alta rotatividade. Ou seja, além de ter peças de roupa e acessórios a preços acessíveis, essas marcas lançam constantemente novas coleções, incentivando um consumo sem pausa.


Por mais que os consumidores apoiem esse tipo de marca, pelos seus preços acessíveis e por os deixarem fazer parte de uma determinada “comunidade” de pessoas que seguem as tendências de moda, esse movimento fast-fashion só aumenta cada vez mais o impacto negativo para o meio ambiente. Sem contar as condições precárias de trabalho em algumas dessas fábricas, tema importante que merece atenção, mas deixamos para outra conversa!


Não quero que você deixe de consumir as coisas que você almeja ter, mas quero te alertar, querido leitor, para as suas escolhas e atitudes sobre o consumo! Hoje deixo uma sugestão para você: por que, em vez de clicar em “comprar” no site da sua marca preferida, você não organiza o seu guarda-roupas e dá um novo sentido às peças que estão paradas há meses lá dentro?


Permita-se ser uma pessoa criativa, invente novas possibilidades com suas peças, use-as várias vezes, mas com diversas composições de looks. Tenho certeza de que você vai adorar e o meio ambiente vai agradecer por esse ato de ser mais sustentável.



Por Rayssa Leite, advogada e membro da Comissão de Direito da Moda da OAB/DF, consultora de estilo imagem pessoal e corporativa. Autora do livro “Direito da Moda - Jurisprudências no Direito Brasileiro”, disponível na loja.editoracrv.com.br


3 comentários

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Jucélia
12 de set. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Compras que combinam com nossa identidade nos faz transmitir quem somos, costumo falar que meu guarda-roupa tem muitas coisas, porém elas tem um porquê. Roupas de rrabalho, passeios de final de semana, roupas que só uso em clubes ou praia, roupas para festa.

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Jucélia Ceia
13 de ago. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Compras conscientes é uma forma de cuidarmos também do meio ambiente.

Qual o futuro deixaremos para nossas próximas gerações?

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Daniela Vitória
07 de ago. de 2025
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Incrível, e me fez refletir bastante em minhas escolhas

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